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26/08/2010
- Informe Farsul

Informe Executivo do Sistema FARSUL

Porto Alegre, 26 de Agosto de 2010.

Agronegócio

Clima

A frente fria volta a ganhar força, e os acumulados aumentam. No Oeste do Rio Grande do Sul, o

acumulado alcança 40 milímetros e chega aos 20 milímetros no Centro e no Nordeste gaúchos.

Também há previsão de chuvas com menor acumulado no extremo Sul de Santa Catarina. No

Paraná, o tempo permanece seco. Ainda faz frio pela manhã no Nordeste do Paraná, com mínima de

5°C, porém à tarde a máxima alcança 34°C no Norte p aranaense. Em Santa Catarina, a máxima

chega aos 31°C no Oeste do Estado. Já no Rio Grande do Sul, a temperatura máxima volta a cair,

não chegando aos 22°C na maior parte do Estado. (Ca nal Rural)

Commotidies Agrícolas

O tempo seco poderá atrasar a próxima safra de soja de Mato Grosso do Sul, fazendo com que o

grão, cujo plantio normalmente começa em setembro, só seja iniciado em outubro. O problema deve

refletir na mesa do consumidor, que já tem comprado o óleo de soja a preços cerca de 20% maiores

pela baixa oferta da commodity no mercado. (Notícias Agrícolas/Correio do Estado)

O governo federal deve quitar em setembro o pagamento das operações de ajuda à comercialização

do trigo, referentes à safra passada. O setor pediu nesta quarta, dia 25, ao Ministério da Agricultura

medidas de apoio à venda do produto para o ciclo atual.

Reunidos com o governo, representantes da indústria cobraram o pagamento das operações de

Prêmio de Escoamento de Produto (PEP), realizadas no início deste ano. Dos R$ 485 milhões que

deveriam ser pagos, R$ 40 milhões estão pendentes. O Ministério da Agricultura se comprometeu a

repassar o valor em 20 dias.

– Uma parte pode ser efetivada, a outra ainda depende de uma análise de papéis que a Conab está

fazendo. Porque é um volume muito grande, são operações de grande volume e exigem um

meticuloso exame para que sejam pagas – explicou o coordenador-geral da Secretaria de Política

Agrícola do Ministério da Agricultura, Sílvio Farnese.

Com expectativa de uma boa safra, o setor já pensa na comercialização do trigo que começa a ser

colhido e pede apoio do governo para escoar a produção nacional antes de importar.

– Seguramente os Estados produtores, como Paraná e Rio Grande do Sul, têm que tirar produto para

outras regiões do país e aí, se o preço de mercado estiver condizente, ótimo. Não precisa o governo

estar interferindo. Mas não se está prevendo isso, ainda há uma necessidade de intervenção do

governo – disse o presidente da Câmara Setorial de Culturas de Inverno, Rui Polidoro.

O Ministério da Agricultura disse que vai aguardar a reação do mercado, mas não descarta a

realização de leilões de PEP. (Canal Rural)

Feijão

FEIJÃO CARIOCA 7h30- Por que o mercado de São Paulo pratica neste momento preços que não

"fecham" com a origem, hoje em R$ 95/100? Uma das explicações é que os vendedores de hoje são

os compradores de uma semana ou dez dias atrás, quando os preços eram outros. Até que se

esgote este "estoque" a preço baixo, existirão preços dissonantes. E, sempre que o mercado reage

antes na fonte, quem leva para vender em São Paulo entende que, ainda que não reponha, pagou

um frete "gordo" se tem transporte, e ainda ganhou alguma margem. Este mercado um tanto quanto

artesanal acaba confundindo quem precisa vender ou comprar. Ontem foi dia de preços diferenciados

entre Goiás e Minas. Em Goiás nota 8,5 foi vendido por R$ 85/90 por sacas de 60 k. Já em Minas,

nos pivos a cotação ficou entre R$ 95/98 por feijão nota 9 ou melhor, de peneira 90% 12. Nesta

madrugada apenas 14 mil sacas foram ofertadas, com venda de cerca de 50%. Feijão nota 9 em R$

112, Nota 8 em R$ 100 e nota 7 vendido a R$ 80.

U R G E N T E : A compra e venda de feijão pela Bolsa Brasileira agora pode ser financiada pelo

Banco do Brasil. São juros de 1% ao mês mais taxas com prazo de até de 2 anos. Em breve serão

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retomados os leilões direto do produtor no Centro-Oeste. Para maiores informações e cadastro ligue

agora para (041) 3259-4433.

FEIJÃO PRETO 7h30- Sem vendedores no mercado interno ontem foi difícil encontrar feijão, mesmo

importado, por menos de R$ 95 CIF Rio, São Paulo, Belo Horizonte e Porto Alegre, no final da tarde.

Vai ficando menor a cada dia a possibilidade de encontrar oferta de feijão da Argentina de boa

qualidade por menos de US$ 750 por ton. Como a Bolívia está encontrando negócios para países da

América Central a pressão daquela região não é sentida, ainda, no mercado nacional. Diversos

empacotadores estão preocupados com a qualidade do feijão daquela origem, por ser miúdo, bem

como com a pouca oferta este ano daquele país. (Notícias Agrícolas/Correpar)

Feiras & Eventos

Como todo protagonista prestes a entrar em cena, cavalos e éguas da raça crioula classificados para

o Freio de Ouro movimentaram a pista durante a tarde de quarta, no Parque Assis Brasil, em Esteio.

Era o ensaio final para a primeira etapa da prova, a de morfologia, que ocorre nesta quinta, dia 26.

Nesta fase, o ginete tem um papel secundário. Os 48 machos e 48 fêmeas classificados para o Freio

deste ano precisam convencer os jurados de que têm angulações perfeitas, capazes de potencializar

todos os movimentos exigidos na competição. André Luiz Narciso Rosa, um dos jurados das fêmeas,

explica que a nota da morfologia é dada a partir da qualidade de uma série de quesitos avaliados.

A nota mínima para receber a confirmação é cinco. O dez, que seria a nota máxima, não costuma ser

dado. As avaliações mais altas têm ficado na casa do 8,5. Rosa lembra que o último 9 foi dado em

1986 para o cavalo BT Sargento, que se sagrou campeão do Freio de Ouro entre os machos naquele

ano. A dica do jurado para a véspera da prova de morfologia?

– É importante condicionar o cavalo ao ambiente em que está, fazer um reconhecimento de pista.

Foi o que fizeram os ginetes na tarde de dessa quarta, entre eles Arthur dos Santos, que vai

participar do Freio pela primeira vez, montando o KT Libertador, do Sítio Mariana, de Santa Rosa.

Sem esconder a ansiedade, o jovem de 18 anos treinava para deixar o animal à vontade.

Outras oito provas funcionais são realizadas como parte da competição. Tudo acompanhado de perto

pelo público, que tem uma grande empatia pelo evento, observa Roberto Davis, presidente da

Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC). (Canal Rural/Zero Hora)

Pecuária

A redução de animais prontos para abate segue impulsionando as cotações da arroba e também da

carne no mercado brasileiro, conforme pesquisas do Cepea. Na quarta-feira, 25, o Indicador do boi

gordo ESALQ/BM&FBovespa (SP – à vista) fechou em R$ 91,18, alta de 1,91% entre 18 e 25 de

agosto. Em agosto, o aumento é de 6,05%. Pesquisadores do Cepea afirmam que as negociações a

prazo ocorrem em menor proporção e que há mais negócios realizados à vista.

(Notícias Agrícolas/Cepea)

A grande notícia do momento é a valorização acima de R$ 90 (US$ 51) do preço da arroba do boi

gordo em São Paulo. O movimento de alta começou há algumas semanas e caminhou lentamente

até atingir o nível atual, indiscutivelmente remunerador para o produtor.

Há duas décadas, o criador festejava quando o valor da arroba ultrapassava a barreira de US$ 20.

Afinal, naquele tempo, a pecuária era essencialmente extensiva, e o boi engordava com os olhos do

dono, pasto de baixa qualidade e algum sal mineral.

Há dez anos, o patamar remunerador do boi gordo ficava em torno de US$ 30 a arroba. A melhoria

da genética, a maior preocupação com a sanidade e os cuidados com a alimentação do gado foram

decisivos para proporcionar ganhos de produtividade nunca vistos, mesmo representando elevação

dos gastos na fazenda.

Atualmente, os US$ 51 por arroba deixam para o pecuarista até 25% de lucro em casos de perfeita

administração do projeto, o que torna a atividade um dos investimentos mais remuneradores do

momento. Obviamente, se trata de um retrato sazonal, mas, exatamente por isso, o produtor tem de

aproveitar o bom desempenho.

A grande incógnita é saber até quando se manterá esse cenário promissor. Isso ninguém sabe, nem

os maiores especialistas. Mas os indicadores permitem imaginar que quem investiu em terminação de

ciclo curto (semiconfinamento ou confinamento) e tem boa genética deverá auferir ganhos ainda

maiores no curto prazo.

O mercado emite sinais, e cumpre aos agentes da cadeia produtiva decifrá-los. O mercado de cria,

por exemplo, vive um ano de excelente desempenho. O abate de fêmeas nos ciclos anteriores -em

alguns momentos se aproximando de 50%- elevou consideravelmente a procura por matrizes.

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Nunca elas estiveram tão valorizadas. O segmento de recria (boi magro) também está aquecido, o

que chegou até a desestimular o confinamento exatamente no momento de encher os currais. Faltava

o boi gordo decolar.

Se há um setor que também comemora é o dos programas de melhoramento genético. Os preços

dos reprodutores nunca estiveram tão bons. Os leilões de animais de qualidade vendem tudo, e por

cotações expressivas.

É interessante verificar a entrada de novos compradores de touros e de matrizes. Sinal de que a

pecuária profissional avança e ganha contornos ainda mais impressionantes. Para esses, a melhoria

do boi gordo é um atrativo a mais -não o único.

Afinal, eles estão olhando para o futuro. E ele parece extremamente promissor.

(Notícias Agrícolas/Folha de São Paulo)

Está cada vez mais difícil encontrar bois gordos disponíveis para abate em todo o país.

Nem mesmo a entrada de animais confinados tem conseguido segurar a pressão de alta.

Em São Paulo, as escalas atendem de 2 a 3 dias, em média, e a procura por boiadas continua

grande.

O preço de referência no estado subiu para R$88,50/@, à vista, e R$89,50/@, a prazo, ambos livres

do funrural. No entanto, já existem relatos de ofertas de compra de até R$2,00/@ acima dos preços

de referência.

A grande demanda paulista acaba refletindo no mercado das praças vizinhas que geralmente

abastecem o mercado de São Paulo.

No Mato Grosso do Sul, em todas as praças pecuárias do estado houve reajuste nos preços da

arroba. Além disso, não são poucas as ofertas de compra que chegam a R$85,00/@, à vista, livre de

funrural, principalmente de compradores de São Paulo.

Em Goiás, maior estado confinador do Brasil, na região de Goiânia, a maioria do gado escalado para

abate nos frigoríficos locais é proveniente de confinamento ou de contratos a termo, porém, as

empresas precisaram ofertar mais para conseguir comprar.

Alta também em Belo horizonte – MG onde, apesar do preço de referência estar em R$84,00/@ a

prazo livre do imposto, já existem animais comprados por R$85,00/@, nas mesmas condições.

No Norte do país, no Pará e em Rondônia, o cenário de pequena oferta se repete e fez os preços

subirem. Comportamento semelhante ocorreu no Paraná.

No mercado atacadista de São Paulo, a disponibilidade de carne é pequena em função da dificuldade

em comprar boiadas e abates reduzidos. Com isso todas as peças sofreram reajustes de R$0,10/kg

nos preços.(Notícias Agrícolas/Scot Consultoria)

Suinocultura

A Expointer de 2010 vai ser marcada pelo retorno dos suínos. No ano passado, por causa da gripe A,

os criadores decidiram não levar exemplares para a feira. A expectativa é de uma retomada dos

negócios nesta edição que começa no próximo sábado, dia 28.

O criador Ilânio Johner preparou mais de 30 exemplares que devem embarcar nesta quinta, dia 26,

para Esteio (RS), onde ocorre a feira. Ele participa há 25 anos e teve suínos premiados em diversas

edições. No ano passado, o pavilhão reservado a produtores como ele ficou vazio. Os criadores

decidiram não levar os animais por medo que os visitantes pudessem contaminá-los com a gripe A.

– Foi difícil. Realmente houve dias em que a gente quase não tinha palavras para explicar para as

pessoas o que estava se passando naquele momento. Graças ao ano que passou isso já está sendo

página virada e para 2010 a granja, com certeza, estará lá com força total, mostrando de novo o que

se possui de melhor na genética do Rio Grande do Sul – garante Johner.

Cento e vinte nove suínos foram inscritos para a Expointer deste ano, pouco mais da metade do que

em 2008. Eles são de três granjas do Rio Grande do Sul e da Embrapa Suínos e Aves de Concórdia,

Santa Catarina. Mesmo com menos exemplares, os criadores esperam superar as vendas daquele

ano, quando a comercialização chegou a quase R$ 45 mil.

– Agora, no último mês, o valor do quilo do suíno teve um crescimento. É importante salientar

também, não só para os produtores que vão estar lá, mas para a cadeia como um todo, que é

importante ter esta vitrine para mostrar o suíno e tudo que representa a suinocultura no Estado –

afirma o assessor da Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (Acsurs), Roberto

Vargas. (Canal Rural)

Finanças & Mercado

Câmbio

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O dólar fechou em leve alta hoje refletindo a aversão ao risco dos investidores diante das persistentes

preocupações com a economia global, sobretudo a norte-americana, e também as expectativas de

que o governo japonês deverá tomar em breve medidas para controlar a apreciação do iene. A alta

foi, porém, limitada pela melhora das Bolsas em Nova York no meio da tarde e por notícias que

reforçam a realização da capitalização da Petrobrás em 30 de setembro, com consequente aumento

de fluxo cambial para o País e tendência de desvalorização do dólar ante o real.

O dólar comercial fechou negociado a R$ 1,766 hoje no mercado interbancário de câmbio, alta de

0,06%

no dia. No mês, a moeda registra ganho de 0,63% e no ano acumula alta de 1,32%. Na Bolsa de

Mercadorias & Futuros, o dólar negociado à vista encerrou o pregão a R$ 1,764, ganho de 0,04%. O

euro comercial registrou perda de 0,18% para R$ 2,234.

No meio da tarde, fontes informaram à Agência Estado que em reuniões realizadas hoje com a

Agência Nacional do Petróleo (ANP) e a Petrobrás o governo já teria batido o martelo sobre o preço

final do barril a ser repassado pela União para a Petrobrás por meio de cessão onerosa. Segundo

essas fontes, o valor ficou em torno de US$ 8 - exatamente o caminho do meio entre os valores

discrepantes de US$ 6 e US$ 12 apontados para o barril pelas consultorias contratadas

respectivamente pela Petrobrás e pela ANP. Se confirmado os US$ 8, o valor da cessão onerosa de

cinco bilhões de barris atingiria US$ 40 bilhões.

Além disso, a perspectiva do mercado doméstico de câmbio é de que, com o final das férias no

hemisfério norte, as empresas retomem as operações de captação no exterior. Na lista de

companhias que devem ir a mercado até o final do ano já constam OSX, Odebrecht, Net, Braskem,

BicBanco e Banco Bonsucesso, de acordo com fontes. Os especialistas acreditam que a maioria

deve tentar antecipar as operações para o mês que vem, já que em outubro há eleições.

No leilão de hoje, o Banco Central comprou dólares no mercado à vista com taxa de corte das

propostas de R$ 1,7640.

No setor externo, o dólar hoje apresenta leve alta ante o iene, mas mantém-se estável ante o euro,

porque persistem as incertezas em relação à recuperação da economia dos Estados Unidos, a partir

de novos dados que mostram fraqueza do setor imobiliário, aumento de estoques de petróleo e

elevação de encomendas de bens duráveis menor que o estimado.

O iene cedeu com especulações de que o Banco do Japão fará uma reunião de emergência e que

poderia intervir no mercado de moedas visando a limitar a apreciação da moeda japonesa pela

primeira vez desde 2004. O euro recuperou-se das mínimas atingidas depois da divulgação do índice

alemão IFO de clima para os negócios, que surpreendeu positivamente, ao subir para 106,7 em

agosto, acima das estimativas de queda para 106.

Às 16h45 (de Brasília), o dólar estava em 84,79 ienes, de 85,25 ienes ontem no fim da tarde em Nova

York; o euro era cotado a US$ 1,2654, de US$ 1,2674 ontem no fim da tarde em Nova York.

Nas operações de câmbio turismo, o dólar fechou com perda de 0,53% e foi negociado em média à

R$ 1,867 na ponta de venda e a R$ 1,697 na compra. O euro turismo registrou recuo de 1,39% a R$

2,34 (venda) e R$ 2,12 (compra). (Agência Estado)

O dólar subiu em relação ao iene ontem, em meio às crescentes especulações de que o governo do

Japão deve intervir no mercado para conter a valorização da sua moeda. A probabilidade de que o

banco central do Japão possa intervir no câmbio "aumentou claramente nas últimas semanas", disse

Matthew Strauss, estrategista de câmbio do RBC Capital Markets.

Investidores preferiram focalizar na probabilidade de algum tipo de intervenção, ao invés de

continuarem se preocupando sobre a situação da economia dos EUA. O iene é visto como um porto

seguro em épocas de problemas econômicos e os investidores têm se dirigido para a moeda nas

últimas semanas, colocando-a ontem no maior nível em 15 anos ante o dólar.

Enquanto isso, o franco suíço, outra moeda considerada um refúgio pelos investidores, continuou a

subir, após a divulgação de dados ruins no mercado imobiliário dos EUA. O franco atingiu o maior

nível em relação ao dólar desde janeiro, e uma nova máxima histórica ante o euro. "O mercado está

testando se o Banco Nacional da Suíça vai intervir nos mercados para conter a apreciação do franco",

disse Strauss. "Até agora, não há um indício real de que eles vão intervir, o que permite que os

investidores acumulem a moeda", acrescentou.

No fim da tarde, o dólar estava em 84,78 ienes, de 84,15 ienes no fim da tarde de ontem. O euro

estava em US$ 1,2655, de US$ 1,2674 ontem. Em relação ao iene, o euro estava em 107,20 ienes,

de 106,64 ienes ontem. A libra estava em US$ 1,5450, de US$ 1,5433. O dólar estava em 1,0291

franco suíço, de 1,0312 franco suíço. O índice ICE Dollar, que monitora a cotação da moeda norteamericana

ante uma cesta de moedas, estava em 83,275, de 83,139 ontem.

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Hoje, mais uma vez os dados econômicos dos EUA foram decepcionantes, com uma queda de 12,4%

na venda de imóveis novos em julho em relação a junho, com o número chegando ao menor nível

desde 1963. Já a alta de apenas 0,3% nas encomendas de bens duráveis em julho na comparação

com junho ficou bem abaixo da estimativa dos analistas, de 2,8%.

"Dado a série de dados econômicos frágeis, os investidores agora estão focados na resposta das

políticas monetárias, o que torna a reunião dos principais bancos centrais do mundo, que vai

acontecer em Jackson Hole (EUA) na sexta-feira, o evento mais importante da semana", disse Steven

Englander, diretor de estratégias para o G-10 do Citigroup. O presidente do Federal Reserve, Ben

Bernanke, vai discursar no evento, e investidores estão esperando para ver se a instituição vai adotar

novas ações, como mais medidas de afrouxamento quantitativo, para impulsionar a hesitante

economia dos EUA.

O euro caiu em relação ao dólar, com os receios sobre a saúde financeira de países da periferia da

zona do euro ofuscando o indicador melhor do que o esperado sobre o sentimento dos empresários

da Alemanha. O Instituo IFO divulgou que a confiança dos empresários do país subiu para 106,7 em

agosto, de 106,2 em julho. Um dos motivos do receio dos investidores foi a decisão da agência de

classificação de crédito Standard & Poor's de rebaixar o rating da Irlanda para AA-, divulgada na noite

de ontem.

As moedas ligadas a commodities, como os dólares do Canadá, Nova Zelândia e Austrália, caíram

após os dados dos mercado imobiliário nos EUA, mas se recuperaram perto do fim da sessão em

Nova York, acompanhando as bolsas norte-americanas, que saíram do campo negativo para fechar

com pequenos ganhos. (Agência Estado/Dow Jones)

Mercado Financeiro

A melhora das Bolsas norte-americanas no período da tarde levou a Bovespa a desacelerar a

velocidade de queda, mas não o suficiente para fechar em alta. O Ibovespa recuou 0,54%, aos

64.803,43 pontos, carimbando o quinto pregão consecutivo no vermelho. Há quase um mês a

Bovespa não encerrava abaixo da marca dos 65 mil pontos. A última vez que isso ocorreu foi no dia

21 de julho, quando registrou no fechamento 64.476,00 pontos. O volume financeiro atingiu R$ 5,473

bilhões.

As Bolsas norte-americanas migraram para o lado positivo influenciadas por um movimento de caça

às pechinchas. Após a sequência de quatro pregões de baixa, os investidores decidiram voltar às

compras para aproveitar os preços atraentes dos papéis, tentando absorver mais um dia de más

notícias no setor imobiliário. O índice Dow Jones subiu 0,20%, aos 10.060,06 pontos; o S&P 500

avançou 0,33%, para 1.055,33 pontos e o Nasdaq subiu 0,84%, aos 2.141,54 pontos.

Depois da queda violenta nas vendas de imóveis usados anunciada ontem, os investidores sofreram

outro golpe hoje. As vendas de novos imóveis registraram recuo agudo, de 12,4% em julho, para 276

mil unidades, o pior resultado desde 1963. O dado reforçou ainda mais a fragilidade da recuperação

da economia norte-americana. Outro indicador que decepcionou nos EUA foi o de encomendas de

bens duráveis ao registrarem crescimento de apenas 0,3% em julho, quando o esperado era bem

mais, 2,8%.

Embora o ambiente internacional tenha ditado novamente o rumo da Bovespa, as ações da Petrobrás

continuam na berlinda, especialmente diante da expectativa de uma definição sobre o preço final do

barril do petróleo a ser repassado pela União para a estatal por meio de cessão onerosa. Informações

colhidas pela Agência Estado dão conta de que o governo já teria batido o martelo sobre o preço final

do barril. Segundo fontes, o valor teria ficado mesmo em torno de US$ 8. Exatamente o caminho do

meio entre os valores discrepantes de US$ 6 e US$ 12 apontados para o mesmo barril pelas

consultorias contratadas respectivamente pela Petrobrás e pela Agência Nacional do Petróleo (ANP).

A melhora externa também ajudou os papéis de Petrobrás a se recuperarem. As ações ordinárias

conseguiram fechar em alta de 0,61%, enquanto as preferenciais declinaram 0,23%.

Já as ações da Vale e das siderúrgicas apresentaram queda maior do que a do Ibovespa. Vale PNA

cedeu 0,97% e a ON -0,90%. CSN ON caiu 2,30%. (Agência Estado)

Infra-Estrutura

Petróleo

Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta, encerrando uma sequência de cinco sessões de

queda, mesmo com o relatório do Departamento de Energia dos EUA (DOE, na sigla em inglês)

mostrando que os estoques da commodity e seus derivados permanecem em níveis recordes.

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A alta de hoje aconteceu após o petróleo ter atingido uma mínima durante a sessão abaixo de US$

71 o barril, o menor nível em mais de dois meses, pouco depois de os dados do DOE terem mostrado

uma alta inesperada nos estoques de petróleo bruto.

Analistas dizem que a recuperação parece ser técnica, após a forte tendência de queda do petróleo

nas últimas semanas, depois de ter superado US$ 82 o barril no começo do mês. A marca de US$ 70

têm sido um importante nível de suporte há muitos meses, e o relatório sobre os estoques forneceu

aos operadores que apostavam que os preços iriam cair uma chance de realizar lucros.

Os contratos de petróleo com entrega para outubro fecharam em alta de US$ 0,89 (1,24%), a US$

72,52 o barril na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês). Na plataforma ICE, o

petróleo do tipo Brent fechou em alta de US$ 1,10 (1,52%), a US$ 73,48 o barril.

O óleo para aquecimento com entrega para setembro liderou a alta entre os combustíveis, fechando

com ganho de US$ 0,0349 (1,8%), a US$ 1,9706 o galão. A temporada de férias de verão nos EUA

tradicionalmente acaba após o ferido do Dia do Trabalho, e os investidores estão focados em

começar a mudar da gasolina para o óleo de aquecimento. Os contratos de gasolina reformulada

(RBOB) com entrega para setembro fecharam em alta de US$ 0,0145 (0,8%), a US$ 1,8639 o galão.

(Agência Estado/Dow Jones)

Nacional

Desemprego

A taxa de desemprego em julho foi de 6,9%, a menor para este mês desde março de 2002, segundo

os dados da Pesquisa Mensal de Emprego do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE),

divulgados nesta quinta, dia 26. Em relação a junho, quando a taxa foi de 7%, o índice de julho ficou

praticamente estável e na comparação com o mês de julho de 2009, a queda foi de 1,1 ponto

percentual.

De acordo com a pesquisa do IBGE, a população desocupada, calculada em 1,6 milhão de pessoas,

ficou estável em julho e recuou 11,3% na comparação anual. Já a população ocupada, estimada em

22 milhões, manteve-se estável no mês e cresceu 3,2% em relação a julho de 2009.

Os dados de julho também apontam estabilidade no número de trabalhadores com carteira de

trabalho assinada (10,2 milhões), que registrou um crescimento de 5,9% em relação a julho do ano

passado. O rendimento médio real dos trabalhadores em julho cresceu 2,2%, ficando em R$

1.452,50.

Na análise das seis regiões metropolitanas pesquisadas pelo IBGE (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo

Horizonte, Salvador, Recife e Porto Alegre), a variação mais significativa na taxa de desocupação foi

registrada na capital pernambucana (8,6% em junho para 10% em julho).

(Canal Rural/Agência Brasil)

Internacional

Argentina

As bancadas de oposição no Congresso da Argentina chegaram a um acordo sobre o projeto de lei

que reduz e, em alguns casos, elimina as alíquotas dos impostos sobre as exportações agrícolas

(retenções).

Em comunicado à imprensa, o presidente da Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados,

Ricardo Buryaile, diz que o texto "reduz de 20% para 10% a alíquota do milho, e de 35% para 30% a

da soja, contemplando uma redução de cinco pontos porcentuais por ano para ambos os cultivos, a

partir de 2011".

No caso do trigo, o acordo fechado pelos deputados de oposição prevê eliminar o imposto de

exportação, atualmente de 23%, a partir do ano que vem. Os oposicionistas ainda precisam negociar

o projeto com os deputados de situação para levá-lo à votação.

Conforme o acordo fechado na noite desta terça, dia 24, no caso do milho, a retenção será de 0% a

partir de 2013. O esquema de redução para a soja terminará com uma taxa de 10% a partir de 2015.

Para as exportações de carne, a proposta é de alíquota de 10% em 2011 e eliminação gradual até

2013. A Federação Agrária (FAA) não apoia a iniciativa porque considera que os benefícios são

insuficientes para produtores menores.

— Acreditamos que esse projeto propõe o mesmo modelo de concentração de riqueza que o atual,

mas com menor pressão tributária — opinou o deputado Ulises Forte, ex-vice-presidente da FAA.

Segundo ele, os que perdem são sempre os mesmos: os pequenos e os médios produtores.

A discussão sobre as retenções pelo Congresso neste momento se deve ao fato de que o Executivo

perdeu, à meia-noite desta terça, dia 24, a prerrogativa dada pelos parlamentares de fixar esses

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impostos. Ainda assim, as atuais alíquotas de impostos continuarão valendo até a aprovação do

projeto lei.

As retenções aplicadas ao setor são uma importante fonte de recursos para o Tesouro: US$ 7,4

bilhões anuais, segundo cálculos da Bolsa de Cereais de Buenos Aires para 2010. Por conta disso, a

avaliação é de que a presidente Cristina Kirchner deve vetar a proposta, para evitar um rombo no

caixa do Tesouro, especialmente em ano de eleições presidenciais, marcadas para outubro de 2011.

Na Câmara, a oposição consolidada não deve ter problemas para aprovar a matéria. Porém, o

mesmo não acontece no Senado, onde as forças estão equilibradas. Para afastar riscos de uma

derrota no Senado e o veto presidencial, a oposição vai ter que negociar o texto com a bancada

governista. A negociação promete ser dura, já que o governo não mostra sinais de disposição para

abrir mão de uma parte desta receita. (Canal Rural/Agência Estado)

Estados Unidos

Depois das perdas registradas pela soja nos últimos dias, as cotações começam a se recuperar. O

movimento é resultado da grande volatilidade das commodities agrícolas, e o dia é de avanço para

quase todos os produtos, lideradas pelo milho.

Entretanto, apesar do avanço visto nesta quinta-feira e de um cenário positivo a médio prazo –

atrelado à firme demanda e ao risco climático nos Estados Unidos – a orientação é de que o produtor

observe o mercado com uma possível pressão nos preços ocasionada pela entrada da safra norteamericana

bem como a incerteza macroeconômica que voltou a preocupar a economia mundial esta

semana.

No Brasil, os preços se mostram interessantes para os produtores. “Há a avaliação de uma boa

rentabilidade, tanto no Mato Grosso, Paraná Rio Grande do Sul com rentabilidade de 20 até 30%, os

preços são interessantes e o produtor tem que ir avaliando e pensar em garantir esse lucro”, diz o

analista de mercado da XP Agro, Ricardo Lorenzet.

Porém, a fixação deve ser feita parcialmente, pois as cotações podem subir ainda mais ou até mesmo

descer. “Caso o mercado comece a sinalizar um potencial de alta, ele pode trabalhar com uma

‘compra de opção de compra ‘, que na prática possibilita aproveitar a alta caso o mercado suba”,

afirma Lorenzet.

EUA – Nos Estados Unidos, a incerteza climática ainda se dá no sul do país, onde pode haver quebra

de safra por conta da baixa umidade. (Notícias Agrícolas)

O relatório de registro de exportações divulgado pelo USDA (Departamento de Agricultura dos

Estados Unidos) nesta quinta-feira (26) apontou que foram exportadas 991,8 mil toneladas de soja

das safras 2009/10 e 2010/11, na semana encerrada em 19 de agosto.

O volume ficou dentro do esperado pelo mercado, que trabalhava com uma média entre 750 mil e 1,1

milhão de toneladas.

A China continua ativa em ambas as safras, com embarques em 321,7 mil toneladas da oleaginosa.

Já as vendas externas semanais de milho totalizaram 1,735.9 milhão de toneladas na semana que

terminou dia 19. O montante ficou acima das expectativas do mercado - 650 mil a 1,450 milhão de

toneladas.

Assim como as exportações de milho, as de trigo também ficaram acima das perspectivas, totalizando

1,077.6. O volume previsto pelo mercado ficava entre 550 mil a 900 mil toneladas. (Notícias

Agrícolas/USDA)

Segundo o Census Bureau (o IBGE norte-americano), as indústrias norte-americanas esmagaram

3,51 milhões de toneladas de soja no mês de julho. O volume está levemente acima das expectativas

do mercado - 3,497 milhões de toneladas.

No mês anterior, o esmagamento totalizou 3,52 milhões de toneladas. E em julho do 2009, as

indústrias haviam processado 3,52 milhões de toneladas. (Notícias Agrícolas)

SENAR—RS/ DPP/ Assessoria Econômica

25/08/2010
- Informe Farsul

Informe Executivo do Sistema FARSUL

Porto Alegre, 24 de Agosto de 2010.

Agronegócio

Commotidies Agrícolas

Com a redução da disponibilidade de trigo argentino, cuja programação de embarques caiu da média

de 210 mil toneladas para apenas 15,75 mil toneladas nos portos do país, os exportadores uruguaios

que ainda dispõe de maior disponibilidade aumentaram um pouco a sua pedida pelo trigo ainda

panificável do país (ver comentários abaixo). Com isto, o pouco trigo gaúcho com ph 76 ainda

disponível teve a sua cotação melhorada em 0,25% nesta terça-feira, nas praças de Carazinho e

Porto Alegre, porque se tornam competitivos em relação às importações.

No Paraná não houve alteração de preços nem no mercado de balcão, aquele dos agricultores, nem

no mercado de lotes, realizado entre empresas. (Notícias Agrícolas/Trigo & Farinhas)

O aumento no espaçamento entre linhas na sojicultura não tem efeito algum sobre o controle da

ferrugem da soja. O uso de estandes e linhas mais espaçados é uma técnica já conhecida para

facilitar o manejo de doenças como mofo-branco e antracnose. Por conta disso, alguns produtores

tentam empregar a mesma tecnologia para combater a ferrugem, principal doença da cultura. Mas o

resultado de uma recente pesquisa da Embrapa Agropecuária Oeste mostra que a prática não tem o

resultado esperado.

O experimento, apresentado à comunidade científica no Congresso Brasileiro de Fitopatologia, foi

realizado durante as duas últimas safras, em Dourados (MS). Por dois anos consecutivos, a soja foi

plantada com cinco diferentes espaçamentos entre linhas. Para cada espaçamento, foram cultivadas

parcelas com e sem aplicação de fungicida, a fim de observar se o controle da doença através de

fungicidas se tornaria mais fácil.

— Desse modo, nós pudemos avaliar tanto o efeito do fungicida, que de antemão já sabíamos que

seria importante no controle da doença, quanto o efeito dos espaçamentos entre linhas. Também

avaliamos se existia interação entre esses fatores (aplicação de fungicidas e espaçamento entre

linhas) para verificar a ocorrência de ocorrência mais alta ou mais baixa da severidade da ferrugem

da soja — explica o fitopatologista Alexandre Roese, à frente da pesquisa.

O trabalho mostrou que não houve interação entre o produto e o espaçamento, de modo que a

técnica não facilitou o controle da doença. Mas o experimento revelou também um resultado positivo.

Ao alterar o espaçamento por duas safras consecutivas, os pesquisadores observaram diferenças

significativas no rendimento da soja.

— Nos dois experimentos, o espaçamento de 55 centímetro entre linhas promoveu maior

produtividade de grãos do que os demais espaçamentos — comemora o pesquisador.

Na opinião de Roese, os resultados obtidos na pesquisa realizada em Mato Grosso do Sul não

podem ser extrapolados à risca para o resto do País. Apesar de a técnica não ter sido eficiente nesse

local, sob determinado clima, época de semeadura e com cultivares específicas, os efeitos podem ser

diferentes em outras condições.

— Na verdade, a gente enxerga a tendência de que um pequeno aumento do espaçamento entre

linhas em relação ao que é usado hoje, de 45 para 55 centímetros, promoveria maior produtividade e

maior facilidade de controle da doença. No entanto, isso deve ser feito com cautela. Nossa equipe

pretende repetir o resultado para obter dados mais conclusivos — diz.

(Notícias Agrícolas/Portal Dia de Campo)

- Mais uma sessão de perdas para a soja em Chicago. Em meio a quedas generalizadas

nos mercados financeiros e commodities, o mercado de soja apenas "seguiu o barco".

Dados negativos do mercado imobiliário norte-americano trouxeram preocupação quanto a

saúde da economia do país, desencadeando forte realização de lucros por fundos.

- Em termos comparativos, a soja, em Chicago demonstrou certa sustentação devido a

piora de 2% nas lavouras em condições boas/excelentes nos EUA e também a firmeza

dos prêmios no golfo. Correção de spreads óleo/farelo, acabaram trazendo sustentação ao

óleo.

2

- No curto prazo o mercado tende a permanecer bastante volátil. A percepção externa e a

pressão sazonal são fatores negativos, porém, a incerteza quanto ao potencial produtivo

das lavouras EUA, demanda firme e risco safra sul-americana atuam na contra-mão.

Tecnicamente embora quedas recentes, mercado permanece acima de suportes

importantes: vencimento setembro nos 994,25 e na BM&F, maio/11 acima dos 23,00.

Mercado renova pressão na venda perdendo estes patamares. (Notícias Agrícolas/XP Agro)

Crédito Rural

O Banco do Brasil espera aplicar cerca de R$ 42 bilhões nas operações de crédito rural na safra

2010/2011. O valor representa um aumento de 20,7% em relação à safra 2009/2010, quando foram

investidos 34,7 bilhões.

O vice-presidente de Agronegócios do Banco do Brasil, Luís Carlos Guedes Pinto, disse nesta terça,

dia 24, que até a primeira quinzena de agosto já foram aplicados R$ 2,5 bilhões, um aumento de

11,6% em relação ao mesmo período da safra anterior.

— Se a demanda for maior, queremos dizer que temos recursos para atendê-la — afirmou, durante

coletiva para fazer o balanço das aplicações na safra passada e perspectivas para a atual.

Os R$ 34,7 bilhões liberados em crédito rural na safra 2009/2010 representaram um aumento de

14,2% em relação à safra 2008/2009. A agricultura familiar ficou com R$ 8,7 bilhões, enquanto os

demais produtores e cooperativas rurais contrataram R$ 26 bilhões.

Desses recursos, R$ 21,6 bilhões foram para operações de custeio, o equivalente a 62,3% do total.

As operações de custeio representaram R$ 7,3 bilhões, um aumento de 39,2% em relação à safra

2008/2009. (Canal Rural/Agência Brasil)

Feijão

FEIJÃO CARIOCA 7h30- O mercado encontrou uma certa estabilidade, aparentemente não há

possibilidade de queda mas, também, para altas imediatas, a grande maioria dos empacotadores não

percebem possibilidade devido a venda relativamente calma para os supermercados. Ontem os

produtores ficaram firmes em sua posição de R$95 para nota 9. Nesta madrugada foram registradas

14 mil sacas, com venda de apenas 4 Feijão nota 9 caiu um pouco, ficando em R$ 112. Nota 8 foi

vendido a R$100 e nota 7 a R$80.

U R G E N T E : Comprar ou vender feijão pela Bolsa Brasileira terá financiamento de 1% ao mes

mais taxas dependendo do cadastro no Banco do Brasil com prazo de até de 2 anos. Em breve serão

retomados os leilões no centro-oeste direto do produtor. Para maiores informações e cadastro ligue

agora para 041.32594433

O comentário que temos tecido aqui mostra uma tendência. Alguns, - com todo o direito-, tomando

por base as dificuldade de quantificaçao exata de área plantada, bem como os valores praticados

acima de R$ 80 (extremamente remunerador em algumas regiões) acreditam que o mercado de feijão

carioca esteja no topo e que tenhamos ofertas de áreas não levantadas justamente por ter sido muito

atraente a valorização recente. Assim, como outros tantos acreditam que tem uma indicação de

valorização, porém, somente para Setembro. O mercado é soberano e a lei de oferta e procura

discutível. O que procuramos é reportar apenas e tão somente as informações do que ocorre no

campo, por acreditarmos que esta é, na grande maioria das vezes, a melhor baliza para os preços.

Também reportamos a tendência e o sentimento geral por considerarmos como dado importante na

tomada de decisão e formação da opinião de empacotadores e produtores. De sua opinião

news@correpar.com.br

FEIJÃO PRETO 7h30- O mercado com poucas ofertas e muita procura interna na Argentina por

parte dos brasileiros e empresas exportadoras. Isto ocorre como decorrência da crescente dificuldade

em atender a demanda interna. Os preços na fronteira que estavam US$ 720 tendem a subir durante

o dia de hoje. Posto Rio e Belo Horizonte pediu-se ontem até R$ 100. Neste nível os compradores

resolveram esperar ou ofertaram no máximo R$ 95.

Feiras & Eventos

A 10ª Avaliação de Perdas no Varejo Brasileiro Supermercadista 2010, elaborada pela Associação

Brasileira de Supermercados (Abras), em parceria com a Nielsen e GPP/Provar-FIA, mostra que as

perdas nas lojas brasileiras alcançaram 2,33% do faturamento em 2009, que foi de R$ 177 bilhões. O

problema, que prejudica os negócios do setor e encarece os produtos ao consumidor, é um dos

temas de debate da Expoagas 2010, que segue até esta quinta, em Porto Alegre. A feira é uma

iniciativa da Associação Gaúcha de Supermercados (Agas).

3

Consultora em varejo e instrutora do Centro de Capacitação da Agas, Angelita Garcia afirma que, ao

escolher a barra de chocolate que está ao lado, inteira, você pagará também pela quebrada que

decidiu não comprar. Isso ocorre por que as perdas são consideradas na composição dos preços dos

produtos.

– É difícil calcular um percentual porque os comerciantes usam margens muito diferentes. Mas

pagamos pelas perdas em tudo o que compramos – afirma Garcia.

Todos os anos, cerca de 4,5% do faturamento se esvai na perda de mercadorias. Mais da metade é

resultado de furtos.

– Muitos empresários ainda não se deram conta do tamanho do prejuízo que as perdas causam no

resultado final do negócio – afirma a consultora. (Canal Rural/Zero Hora)

Pecuária

Real forte em relação ao dólar e preços firmes do boi gordo no mercado físico nacional - por causa da

oferta apertada - levaram a arroba à maior cotação na moeda americana em quase dois anos, em

valores nominais. Segundo levantamento da Scot Consultoria, ontem a cotação em dólar no mercado

do interior paulista estava em US$ 50,28 - no dia 5 de setembro de 2008, havia alcançado US$ 51,12

a prazo. Em reais, os preços equivalem a R$ 89,00 e R$ 87,93, respectivamente.

Os cálculos da Scot foram fechados ontem no meio do dia, quando o dólar era cotado a R$ 1,77.

Consideram o mercado de São Paulo que ainda é uma referência de preços, apesar de a pecuária ter

perdido espaço para outras culturas nos últimos anos no Estado.

Historicamente, os preços em dólar da arroba do boi gordo no Brasil ficavam na casa dos US$ 28 a

US$ 30, abaixo de mercados como Austrália e Uruguai, onde a cotação costumava ser maior já que a

carne produzida tem qualidade superior à brasileira, observa Gabriela Tonini, analista da Scot.

Mas ontem, por exemplo, a arroba no Uruguai estava em US$ 48,90 e na Austrália, em US$ 41,40,

de acordo com a Scot. "O real forte mudou a relação de preços", afirma ela.

Já houve momentos de boi mais caro em dólar em períodos recentes - no dia 1º de agosto de 2008, a

arroba bateu os US$ 57,82 em São Paulo. Naquele momento, o valor em real era R$ 91,84 por conta

da oferta muito ajustada de animais para abate, reflexo da mudança de ciclo de produção na pecuária

de corte. Então, havia também uma grande procura por conta do consumo forte nos mercados

internacional e doméstico.

A situação mudou com a crise financeira global, a partir de setembro de 2008, que abateu a demanda

por carne bovina em países da Europa e também na Rússia. Nesse novo cenário - com frigoríficos

em dificuldade financeira e pedindo recuperação judicial -, a arroba despencou em dólares, para US$

32 no dia 2 de março do ano passado, segundo a Scot.

A razão para a atual firmeza no mercado é que ainda há poucos animais de confinamento disponíveis

para abate pelos frigoríficos, num período em que a oferta de gado de pasto já acabou.

Além disso, a recomposição da oferta de animais está demorando mais do que se imaginava. Em

2005, houve um forte descarte de matrizes, o que reduziu a oferta de bezerros nos anos seguintes.

Esperava-se uma recomposição do rebanho com a alta dos preços do boi. Mas a escassez continua.

"O atual ciclo [de produção] pode se prolongar para 2011", avalia José Vicente Ferraz, do Instituto

FNP.

Para ele, diante disso, mesmo com a maior entrada de animais criados de forma intensiva no

mercado em setembro e outubro, os preços da arroba devem cair "muito pouco". Gabriela Tonini

acredita que há pouco espaço para quedas.

A alta do boi já tem reflexos no bolso do consumidor e na inflação. O último IPCA-15 (Índice de

Preços ao Consumidor Amplo (IPCA ), divulgado dia 20 de agosto, mostra alta de 1,4% no segmento

de carnes bovinas, conforme dados consolidados da LCA Consultores. Já o Índice de Preços ao

Consumidor (IPC) da Fipe na segunda quadrissemana de agosto revelou variação de 0,98% nas

carnes bovinas.

Francisco Pessoa Faria, analista da LCA, afirma que a valorização da carne terá impacto no IPCA,

mas ele espera que até o fim do ano a alta seja "devolvida". A razão é sua crença de que os números

de confinamento de gado no país possam ser maiores do que o esperado, o que significaria mais

oferta de bois para abate. A estimativa da LCA é que a carne bovina terá variação de 7,3% no ano,

enquanto o IPCA deve ficar em 4,9%. (Notícias Agrícolas/Valor Econômico)

O mercado físico continua trabalhando com oferta reduzida de animais, escalas curtas, demanda

interna aquecida e exportações em alta.

Após os preços terem subido continuamente em São Paulo, o diferencial de base com outras praças

ficou distorcido e a correção ocorreu através de altas em praças vizinhas. Os preços subiram em

praticamente todo o país, com exceção do Rio Grande do Sul, onde verifica-se um recuo de 0,72%.

4

O resultado das exportações na terceira semana de agosto foram positivos, tendo apresentado alta

de 1,2% para as carnes.

No mercado interno também houve reajustes, e o mercado atacadista de São Paulo trabalha em alta.

A proximidade da última semana do mês força a recomposição dos estoques e aumenta a demanda

por carne.

Hoje o boi casado atingiu o maior patamar desde janeiro de 2009.

Na BM&F, após ter aberto em alta, o que parece ter sido uma realização acabou puxando para baixo

o contrato out/10, que fechou em 91,70. (Notícias Agrícolas/XP Agro)

Vitivinicultura

Primeira vinícola brasileira a chegar aos cem anos, a Salton dará um novo passo ainda este ano,

quando ampliará em 80% a capacidade de produção de bebidas. O centenário será celebrado nesta

quarta com um almoço para 200 convidados na sede da empresa e o lançamento de três bebidas

alusivas à data: um vinho, um espumante e um conhaque.

– Passamos por muitas crises, tanto internas quanto aquelas provocadas pela instabilidade

econômica, mas graças ao nosso trabalho, conseguimos chegar aos cem anos com uma marca forte

e consolidada – ressalta o presidente da empresa, Daniel Salton, neto de Paulo, um dos fundadores.

Desde a fundação, a empresa com sede em Bento Gonçalves deixou de ser uma pequena cantina de

vinhos coloniais para se transformar na maior produtora de espumantes do país.

Administrada pela terceira geração da família que dá nome à empresa, neste ano, a Salton deve

bater faturamento recorde de R$ 240 milhões.

Os investimentos neste ano somam R$ 21 milhões. Com a ampliação de 80% na produção, serão

engarrafadas 12 mil garrafas de vinho e 9 mil garrafas de espumante por hora.

Os projetos não param por aí. A vinícola, que focará em vinhos finos, espumantes e frisantes, está

ampliando o cultivo próprio de uva. Os 600 fornecedores da serra gaúcha serão mantidos, inclusive

com o estímulo para que ampliem a produção. Serão 500 novos hectares no município gaúcho de

Santana do Livramento. Atualmente, a Salton tem 80 hectares de parreirais próprios na região da

serra do RS. (Canal Rural/Zero Hora)

Finanças & Mercado

Câmbio

O dólar caiu hoje após a divulgação de uma forte queda na venda de imóveis residenciais usados nos

EUA alimentar dúvidas sobre o ritmo da recuperação do país. O euro reverteu sua recente tendência

de queda em relação à moeda norte-americana, mas algumas outras moedas de alto retorno, como

os dólares do Canadá e da Austrália, caíram. O dólar também recuou ante o iene, mas conseguiu se

recuperar um pouco, após ter atingido a mínima de 15 anos de 83,58 ienes.

As vendas de imóveis residenciais usados nos EUA em julho caíram 27,2%, quase duas vezes o que

os analistas esperavam, segundo informou a Associação Nacional de Corretores de Imóveis. Esse

dado desencadeou "uma reação automática contra o dólar, com um aumento nos receios de que o

Federal Reserve adote novas medidas para estimular a economia", disse Brian Kim, estrategista de

câmbio do UBS. Isso potencialmente reduziria a vantagem de manter dólares.

Os receios sobre a recuperação dos EUA também fizeram com que duas outras moedas

tradicionalmente consideradas "portos seguros" - o iene e o franco suíço - parecessem mais atraentes

do que o dólar, acrescentou Kim. Com o baixo volume de negócios exacerbando as movimentações

cambiais e os receios de uma desaceleração global se acumulando, "as pessoas estão mais

receosas e nervosas do que o normal", comentou o analista.

Nesse ambiente volátil, o franco suíço atingiu uma máxima recorde em relação ao euro. A moeda

comum europeia caiu para 1,3049 franco suíço, superando a mínima histórica anterior de 1,3073

franco suíço, registrada no dia 1º de julho. O dólar também caiu em relação à moeda da Suíça, com

retração de quase 1%.

No fim da tarde, o dólar estava em 84,15 ienes, de 85,25 ienes no fim da tarde de ontem. O euro

estava em 106,64 ienes, de 107,95 ienes ontem, após ter atingido a mínima intraday de 105,44 ienes.

O euro estava em US$ 1,2674, levemente acima dos US$ 1,2665 de ontem. A libra estava em US$

1,5433, de US$ 1,5520. O índice ICE Dollar, que monitora a cotação da moeda norte-americana ante

uma cesta de moedas, estava em 83,139 pontos, de 83,143 pontos ontem.

Após o dado sobre a venda de imóveis residenciais ter sido divulgado, o dólar aumentou suas perdas

em relação ao iene, chegando ao menor nível em 15 anos. Depois a moeda norte-americana se

fortaleceu um pouco, com o jornal Nikkei noticiando que o banco central do Japão (BOJ, na sigla em

inglês) está considerando adotar medidas adicionais para afrouxar a política monetária. O Ministério

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das Finanças também pode considerar uma intervenção no mercado, com a venda unilateral de

ienes, conforme fontes não identificadas informaram ao Nikkei.

O euro teve uma forte recuperação com os dados do mercado imobiliário nos EUA. A moeda

europeia geralmente se enfraquece com dados decepcionantes como esse sobre a economia norteamericana,

mas uma recuperação inicial levou investidores especulativos a comprar de volta apostas

baixistas contra o euro, fazendo com que a divisa subisse, disse Win Thin, estrategista sênior de

câmbio do Brown Brothers Harriman.

A libra também reduziu parte de suas perdas em relação ao dólar, após cair para o menor nível em

um mês com os comentários do membro do comitê de política monetária do Banco da Inglaterra

Martin Weale. Ele disse que o Reino Unido enfrenta um risco "significante" de uma nova recessão e

que seria "tolo" descartar essa possibilidade. (Agência Estado/Dow Jones)

Mercado Financeiro

O resultado decepcionante das vendas de imóveis usados nos Estados Unidos em julho, o pior em 15

anos, aprofundou a aversão global ao risco, trazendo de volta o medo de um duplo mergulho da

economia norte-americana. Contaminada desde a abertura pelo exterior ruim, a Bovespa encerrou os

negócios em baixa de 1,25%, aos 65.156,36 pontos. Com isso, a Bolsa brasileira contabiliza o seu

quarto pregão seguido de queda. Na mínima do dia, o Ibovespa cedeu 1,47%, para 65.013 pontos. O

volume financeiro somou R$ 4,976 bilhões.

A Bovespa seguiu bem de perto o desempenho das bolsas norte-americanas e europeias, que

amargaram perdas superiores a 1%. O dado que fez o mercado desandar de vez foi o de vendas de

imóveis residenciais, que desabaram 27,2% em julho, para uma taxa anual de 3,83 milhões de

unidades, atingindo o menor nível em 15 anos. Economistas ouvidos pela agência Dow Jones

esperavam queda de 14,3% das vendas em julho. Os estoques de imóveis aumentaram para 12,5

meses de oferta, ante 8,9 meses de oferta em junho, pressionando os já reduzidos preços dos

imóveis. Os estoques estão no seu nível mais alto em mais de uma década.

O índice Dow Jones chegou a perder os 10 mil pontos durante a manhã, o que não era visto desde o

começo de julho, mas conseguiu reaver os 10 mil pontos. O índice da Bolsa de Nova York fechou em

baixa de 1,32% aos 10.040,45 pontos. O Nasdaq cedeu 1,66% aos 2.123,76 pontos e o S&P 500

registrou perda de 1,45% para 1.051,87 pontos. Os dados são preliminares

O ambiente geral de aversão ao risco e a queda das commodities expuseram ainda mais a fragilidade

das ações de primeira linha Vale e Petrobras. O recuo das ações da mineradora brasileira foi maior

do que o registrado pelo Ibovespa. Vale ON fechou com perda de 2,15% e PNA cedeu 2,29%, dando

prosseguimento à queda da véspera, quando os papéis foram pressionados por rumores de proposta

de compra pela canadense de fertilizantes Potash, mas depois desmentidos pela companhia.

No caso de Petrobrás, as preferenciais recuaram 1,95% e as ordinárias -2,05%, em mais um dia de

indefinição sobre o preço do barril do petróleo para a cessão onerosa e a data da capitalização.

Mas o maior destaque negativo do pregão foi Embraer, cujas ações aceleraram o ritmo de baixa

durante a tarde, repercutindo a notícia de um acidente no noroeste da China com uma aeronave E-

190 fabricada pela companhia brasileira. Embraer ON caiu 3,87%. (Agência Estado)

Infra-Estrutura

Petróleo

Os contratos futuros de petróleo fecharam hoje no menor nível em mais de dois meses, caindo abaixo

de US$ 72 o barril. A commodity foi influenciada pela queda das bolsas norte-americanas e pelo dado

sobre o mercado imobiliário do país, que forneceu mais sinais de uma recuperação econômica lenta.

Os contratos de petróleo com entrega para outubro fecharam com queda de US$ 1,47 (2,01%), a

US$ 71,63 o barril na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês). Na plataforma ICE,

o petróleo do tipo Brent fechou com redução de US$ 1,24 (1,68%), a US$ 72,38 o barril.

Os preços do petróleo caíram em dez das últimas 11 sessões, após terem atingido uma máxima de

US$ 82 no começo do mês. Nesse período, foram divulgados dados econômicos decepcionantes,

uma tendência que não mostra sinais de estar arrefecendo.

Hoje, a Associação Nacional de Corretores de Imóveis divulgou que as vendas de imóveis

residenciais usados nos EUA caíram 27,2% em julho, para a taxa anualizada de 3,83 milhões de

unidades, nível mais baixo em 15 anos.

"O dado sobre a venda de imóveis residenciais foi horrível, embora já fosse esperado", disse Matt

Smith, analista do mercado de petróleo da Summit Energy. "Os investidores estão assustados,

fugindo do risco". O dado foi o último de uma série de relatórios econômicos ruins, o que inclui uma

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alta contínua nos pedidos de auxílio-desemprego e a deterioração da perspectiva do Federal Reserve

(Fed, banco central dos EUA) sobre o crescimento econômico.

A retração na venda dos imóveis e a queda nos mercados de ações hoje ofuscaram o

enfraquecimento do dólar, o que geralmente ajuda a impulsionar os preços do petróleo, tornando a

commodity mais barata para compradores que usam outras moedas. A divisa norte-americana caiu

para o menor nível em 15 anos em relação ao iene, e também recuou ante o euro.

O alto nível de desemprego e os receios sobre a economia tiveram um forte impacto na demanda por

petróleo e combustíveis, o que manteve os estoques nos EUA no maior nível em quase 27 anos.

Consumidores reduziram seus gastos com viagens e outras despesas, deixando o mercado saturado

com gasolina, em meio à importante temporada de férias de verão.

Os grandes estoques ajudaram a fazer com que o preço da gasolina caísse para o menor nível em

oito meses hoje. A gasolina reformulada (RBOB) com entrega para setembro fechou com queda de

US$ 0,0316 (1,68%), a US$ 1,8494 o galão.

Enquanto isso, os operadores estão esperando pelo relatório do Departamento de Energia (DOE)

sobre os estoques de petróleo e derivados, que sai amanhã. Analistas esperam que os estoques de

petróleo bruto registrem uma queda de 200 mil barris, segundo uma pesquisa da Dow Jones. Hoje, o

American Petroleum Institute (API) divulga o seu próprio relatório, mas será preciso uma mudança

significativa para ter algum impacto na perspectiva negativa. (Agência Estado/Dow Jones)

Nacional

Inflação

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC) na cidade de São Paulo teve pouca

alteração na terceira leitura do mês. Depois de abrir agosto com 0,20% de alta e manter essa taxa na

medição seguinte, o indicador apresentou elevação de 0,21% no levantamento mais recente, mostrou

a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

Das sete classes de despesas avaliadas, Alimentação foi a única a ficar no terreno negativo na

terceira prévia de agosto, com declínio de 0,39%. Houve, no entanto, uma moderação no ritmo de

queda já que o grupo tinha recuado 0,53% na segunda apuração do mês.

Saúde voltou a marcar 0,58% de acréscimo, taxa essa registrada na leitura inicial de agosto. Na

segunda quadrissemana, o ramo avançou 0,55%. Com alta de 0,50%, apareceram Vestuário e

Transporte; o primeiro veio de 0,11% de expansão e o segundo, de 0,58% de ampliação.

Despesas Pessoais saíram de 0,57% para 0,35% de elevação entre a segunda e a terceira prévia de

agosto e Habitação, de 0,35% para 0,31% de incremento. Educação passou de acréscimo de 0,03%

para 0,06%. (Notícias Agrícolas/Valor Econômico)

Internacional

Ásia

Os mercados acionários na Ásia reagiram mal aos dados de vendas de imóveis residenciais usados

nos Estados Unidos, divulgados ontem. As principais bolsas da região fecharam no vermelho, com

quedas que chegaram a ultrapassar 2%, após o governo americano informar que a comercialização

de casas usadas declinou 27,2% em julho, para uma taxa anualizada ajustada sazonalmente de 3,83

milhões de unidades.

Na China, o índice Shanghai Composite, da bolsa de Xangai, sofreu 2,03% de desvalorização,

voltando aos 2.596,58 pontos, enquanto em Hong Kong, o índice Hang Seng recuou 0,11%, para

20.634,98 pontos.

Na bolsa de Taipé, o índice Taiwan Taiex perdeu 2,56%, aos 7.736,98 pontos, e em Seul, o índice

Kospi caiu 1,46%, para 1.734,79 pontos. O índice S & P/ASX 200, da bolsa de Sydney, por sua vez,

recuou 1,40%, para 4.320,10 pontos.

No Japão, os negócios ainda foram afetados pela apreciação do iene frente ao dólar, que pesa sobre

as vendas dos exportadores. Ações de empresas como Toyota, Honda, Nikon e Canon recuaram

mais de 2% neste pregão, contribuindo para a queda de 1,66% no índice Nikkei 225, da bolsa de

Tóquio, que fechou aos 8.845,39 pontos.

A desvalorização se deu após o governo japonês informar que as exportações do país cresceram

23,5% em julho na comparação com o mesmo mês de 2009, porém o ritmo de expansão diminuiu

pelo quinto mês consecutivo. As vendas ao exterior no mês passado totalizaram 5,98 bilhões de

ienes (US$ 71,22 bilhões). (Notícias Agrícolas/Valor Online)

China

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A produção de trigo da China deve cair 1% neste ano, para 114 milhões de toneladas, segundo nota

divulgada nesta quarta, dia 25, pela China Grains Network, divisão de pesquisa da Sinograin Corp. O

volume fica levemente abaixo das estimativas semioficiais apontadas por agências estatais no mês

passado, de 115 milhões de toneladas.

Os níveis da produção de grãos, política prioritária para Pequim, são acompanhados de perto,

conforme as condições climáticas desfavoráveis ameaçam interromper a série de seis anos

consecutivos de safras recordes e a crescente demanda aproxima o setor agrícola da China das

transações comerciais globais.

A China Grains Network estimou o consumo do cereal neste ano em 107,3 milhões de toneladas, alta

de 2,5 milhões de toneladas. As importações de trigo devem atingir um milhão de toneladas,

enquanto os embarques são projetados em 500 mil toneladas, segundo a agência.

(Canal Rural/Dow Jones/Agência Estado)

Estados Unidos

As vendas de casas e apartamentos novos nos EUA caíram 12,4%, de 315 mil unidades --dado

revisado de junho-- para 276 mil em julho, de acordo com dados preliminares divulgados pelo U.S.

Census Bureau, nesta quarta-feira.

A queda nas vendas decepcionam o mercado que esperava a comercialização de cerca de 334 mil

unidades. Na comparação com o mesmo mês de 2009, houve queda de 32,4%. Em julho do ano

passado foram vendidas 408 mil.

A maior queda na venda de unidades novas neste ano ocorreu no mês de abril (414 mil) em relação a

maio (281 mil).

O preço médio de venda das casas novas foi de US$ 204 mil, segundo apontou o relatório New

Home Sales. O preço médio anterior estimado para as novas casas era de US$ 210 mil no fim de

julho. (Notícias Agrícolas)

O volume de solicitações de empréstimos imobiliários no mercado americano registrou elevação de

4,9% na semana finalizada em 20 de agosto, em relação à anterior, com ajuste sazonal.

De acordo com a pesquisa divulgada hoje pela Mortgage Bankers Association (MBA), entidade que

representa a indústria de financiamento imobiliário nos Estados Unidos, na base sem ajuste, os

pedidos de hipotecas tiveram avanço de 4,5% na terceira semana do mês.

As solicitações de refinanciamento de empréstimos imobiliários existentes tiveram elevação de 5,7%

em relação à prévia anterior, marcando seu maior nível desde 1 de maio de 2009, destaca a MBA.

"O volume de pedidos de refinanciamento na semana passada ficou 26% acima do nível observado

quatro semanas atrás", afirmou o vice-presidente de Pesquisas da MBA, Michael Fratantoni, no

comunicado da entidade.

Segundo ele, as taxas de hipoteca caíram para o nível mais baixo da pesquisa, que remonta a 1990,

indicando que o crescimento econômico abrandou.

"Com taxas tão baixas, muitos mutuários que fizeram refinanciamentos nos últimos dois anos podem

muito bem ter um incentivo para refinanciar novamente, e é provável observarmos um aumento da

atividade de pedidos de refinanciamento", analisa Fratantoni.

O índice de compras teve leve alta de 0,6% no comparativo com a segunda semana de agosto. Na

série sem ajuste, o indicador recuou 1,1% em relação à leitura anterior e apresentou queda de 38,8%

na comparação com igual período do ano passado.

A participação do refinanciamento na atividade de hipotecas representou 82,4% dos pedidos totais,

ou 1 ponto percentual acima em relação ao nível de uma semana antes, marcando a maior leitura

desde janeiro de 2009.

A avaliação da MBA é realizada desde 1990, junto a bancos comerciais, financiadoras imobiliárias e

instituições de poupança, e abrange mais de metade dos pedidos de hipotecas residenciais feitos nos

EUA. (Notícias Agrícolas/Valor Econômico)

Os preços do trigo caíram ontem na bolsa de Chicago com a especulação de que o clima mais úmido

poderá melhorar a oferta global. Os papéis com vencimento em dezembro encerraram o pregão a

US$ 7,0775 o bushel, queda de 17,75 centavos. De acordo com a Bloomberg, chuvas ocorrerão

nesta semana e serão "perto do normal" em partes das áreas secas da Rússia e da Ucrânia. Há

precipitações previstas também para a Austrália. Os futuros de trigo caíram 18% desde que atingiram

seu pico em 23 meses, em 6 de agosto, já em razão da expectativa de que os estoques globais vão

ajudar a compensar a menor produção na Rússia e na Ucrânia. No Paraná, a saca de 60 quilos subiu

0,59% para R$ 24,06, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral) do Paraná.

(Notícias Agrícolas/Valor Econômico)

8

Os contratos futuros de milho recuaram ontem na bolsa de Chicago para o mais baixo nível em cinco

semanas, pressionados pela especulação de que as chuvas e a temperatura mais amena devem

beneficiar as lavouras dos EUA. Os papéis com vencimento em dezembro fecharam a US$ 4,2050

por bushel, queda de 12,25 centavos. De acordo com a Bloomberg, levantamento do Departamento

de Agricultura dos EUA (USDA) apontou que 70% das lavouras americanas estavam em boas ou

excelentes condições em 22 de agosto. "As áreas de milho estão indo muito bem", concordou Jerod

Leman, da Wellington Commodities. em Indiana. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para

a saca de 60 quilos do grão subiu 0,26%, para R$ 20,90. (Notícias Agrícolas/Valor Econômico)

A velha combinação entre safra recorde nos Estados Unidos e incertezas relacionadas à saúde

econômica global voltou a prevalecer e derrubou as cotações da soja ontem na bolsa de Chicago, de

acordo com relato da agência Dow Jones Newswires. Os contratos com vencimento em setembro

encerraram a sessão negociados a US$ 9,9950 por bushel, queda de 7,50 centavos de dólar, ao

passo que os papéis para entrega em novembro recuaram 6,50 centavos de dólar, para US$ 9,99. O

enfraquecimento dos preços do petróleo também colaborou para a baixa. Em Rondonópolis (MT), a

saca de 60 quilos do grão saiu entre R$ 38,25 (ofertas de compra) e R$ 40,05 (venda), segundo o

Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). (Notícias Agrícolas/Valor Econômico)

SENAR—RS/ DPP/ Assessoria Econômica


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